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O namoro do século passado

Dom Cândido, de 78 anos, parece ter decorado vários textos para repetir aos turistas. Dono de uma vinícola na serra gaúcha, ele recebe quem chega com um pacote de boas histórias. Fala de vinhos, comida e diz que acorda todos os dias às cinco horas da manhã. O vitivinicultor também relembra dos tempos difíceis de trabalho quando era criança. Minha pergunta para ele passava longe de tudo isso. Era sobre o dia dos namorados e o casamento de 53 anos com Dona Lourdes. O senhor que fala tanto de sí mesmo, de repente se cala. Namorados? “Antigamente, quando se via um casal de braços dados, se dizia que era noivo”, conta. “Hoje, na primeira vez juntos já estão se agarrando. É muita, muita liberdade.” Eu pergunto se namorado pelo menos pegava na mão. Ele diz que nem isso…

Dona Lourdes é ainda mais reservada que o marido quando vai conversar sobre o assunto. Moradora de Iraí, uma das cidades mais quentes do Rio Grande do Sul, foi morar na região mais fria do estado quando se casou. “Eu digo de brincadeira que me aproximei dele por causa da barriga. Homem de barriga grande sempre é rico”, confessa. Mais de 50 anos depois, eles continuam juntos e unidos. E trabalhando sempre um do lado do outro. Ela diz que o segredo é o respeito: “quando um fala, o outro escuta. Se falarem ao mesmo tempo não dá certo.”

Os Valduga servem de exemplo para falar da evolução dos namoros neste novo século. A história deles vai estar na reportagem que encerra o Rural Notícias de hoje, às 19h.

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A perigosa escalada das araucárias

As araucárias se destacam em um dia de muita neblina
As araucárias se destacam em um dia de muita neblina

Imagine um dia para passear com a família. Pensou em sol, parque, praia? Nada disso… Encontramos neblina pesada, garoa fina e uma grama fácil de escorregar. A família está reunida, mas não a passeio. Eles seguem juntos para colher pinhão nos matos com araucárias, em São Francisco de Paula.

Família reunida aos pés das araucárias
Família reunida aos pés das araucárias

João Carlos Oliveira, chamado de Negão, apesar de ser branco e magro, é o líder do grupo. “O pinhão rende um dinheiro extra para a gente na época do inverno, quando o serviço fracassa, fica menos serviço e a gente vende o pinhão para sustentar a família”, explica. A caminhada mato adentro também reúne a mulher,os dois filhos, a cunhada e o marido dela, Luis Fernando. Ele tem um papel importante nesta jornada: vai subir as árvores em busca das pinhas. É um trabalho perigoso. Os ambientalistas, que liberam a colheita do pinhão a partir de 15 de abril, condenam a subida. Não só porque temem que as pinhas verdes sejam derrubadas, mas também pelo risco de uma queda lá de cima. As araucárias têm entre 10 e 30 metros de altura.

Enquanto as crianças ensaiam subir em uma árvore pequena, Luis Fernando amarra borrachas e pedaços de ferro em volta dos pés. “É o trepa”, anuncia ele. É assim que os colhedores de pinhão chamam o equipamento rudimentar usado para fazer a escalada. Ele é perigoso porque não fica bem amarrado nos tornozelos. É perigoso porque não parece suficiente para segurar o peso de um homem agarrado a uma árvore. Mesmo para quem não entende nada de segurança, fica claro que é perigoso. “Mas todo mundo usa”, diz o auxiliar de serviços gerais que sobe cravando os ganchos no tronco.

A umidade que cobre tudo no outono da serra deixa as árvores lisas e cheias de limo. O trepa derrapa. Negão sugere que Luis Fernando volte. Ele já estava quase na metade da árvore. Inseguro, decide retornar.”Nunca me acidentei. Mas já vi outros caírem e tenho medo”, conta.

Trepa: equipamento rudimentar usado na colheita
Trepa: equipamento rudimentar usado na colheita

O trepa fica amarrado a uma bota de borracha
O trepa fica amarrado a uma bota de borracha

Negão desaparece por alguns minutos. Foi para casa buscar uma escada. Quando volta, a encosta no tronco e Luis Fernando sobe fácil. A escada não alcança os galhos mais altos da araucária, mas tem altura suficiente para derrubar algumas pinhas. Elas caem e os pinhões se esparramam pela grama. As mulheres e as crianças juntam as sementes boas e abandonam as falhas. Guardam tudo nos sacos. E assim segue a tarde. Com a chegada do frio e da festa do pinhão, os colhedores têm pressa. Todos querem aproveitar turistas e visitantes que chegam na cidade. O pinhão não vai durar por muito tempo. Para eles, o lucro garantido vale a escalada perigosa.

Luis Fernando colhe uma pinha
Luis Fernando colhe uma pinha

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A rainha do pinhão

Dona Teresinha: a Rainha do Pinhão
Dona Teresinha: a Rainha do Pinhão

A chegada do inverno enche Dona Teresinha de lembranças. Proprietária de uma banca que vende produtos coloniais e artesanato na beira da estrada, ela recorda como uma simples colheita de pinhão mudou a vida da família para sempre.

Pinhão saído do fogo é oferecido aos clientes
Pinhão saído do fogo é oferecido aos clientes
Foi em um inverno, no início dos anos 80. Dona Teresinha e  o marido, seu Fanor, mal tinham o que comer. Foram catar pinhão no mato porque não havia alternativa melhor. Encheram dois sacos com a semente da araucária. Já estavam na estrada quando um carro parou. O motorista abriu a janela e perguntou quanto eles estavam cobrando. Os dois se olharam. Não sabiam o que responder. “Eu disse um valor bem alto. O motorista esticou a mão e entregou o dinheiro”, conta Teresinha. Com o resultado da primeira venda, eles conseguiram comprar comida. No dia seguinte, estavam no mato outra vez, dispostos a encontrar o que os turistas passariam a comprar na entrada da cidade. Hoje, o principal acesso a São Francisco de Paula, distante 100 quilômetros de Porto Alegre, tem dezenas de vendedores de pinhão. Com data marcada por uma placa, a banca de Dona Teresinha é uma das mais antigas. Lá está escrito que foi aberta em 1982. “Começamos com o pinhão e aí foi indo. Vendemos mel, queijo, vinho”, conta.

Pinhão é lavado no riacho
Pinhão é lavado no riacho

Seu Fanor morreu no inverno do ano passado. Para diminui o vazio provocado pela perda, ela passou a se dedicar ainda mais ao trabalho. Na beira do fogão à lenha, onde os pinhões cozinham o dia inteiro em uma panela, a rotina se repete: “o cliente desce do carro, a gente vem aqui, bota uma caneca de pinhão dentro e daí vai até ele e oferece o pinhão antes de ele perguntar o preço. Depois, a gente chama até os sacos de pinhão e diz o preço para eles.”

Nem o frio impede que Dona Teresinha entre no riacho
Nem o frio impede que Dona Teresinha entre no riacho

O mais impressionante no trabalho da Dona Teresinha não está no fogão e nem na tenda onde os filhos ajudam a receber os visitantes. É quando chega mercadoria nova que ela mostra o tamanho de sua força. Enche uma caixa de pinhão e a carrega pela ladeira que fica ao lado da casa. Lá nos fundos, onde corre um riacho, começa a lavagem das sementes. Segundo ela, o esforço vale a pena. “Tenho que lavar, né? E aqui tem água em abundância. Não preciso gastar da mangueira. É bem melhor”, acredita ela.

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Pinhão, pinhão, pinhão…

Pinhas guardadas em um galpão em São Francisco de Paula
Pinhas guardadas em um galpão em São Francisco de Paula

O pinhão faz parte da minha vida desde criança. Quando lembro de pinhão, lembro do inverno, de lareira, de fogão a lenha… Lembro dos meus pais cozinhando uma panela cheia para a gente comer com sal. Minha avó passava o pinhão - assado ou cozido - no mel. É difícil falar de algo tão familiar para quem não conhece pinhão. Para começar, é importante dizer que ele é a semente da pinha e esta o fruto da araucária. E eles são muito comuns no sul do país.

Pinhas e pinhões
Pinhas e pinhões
Esta semana, nossa equipe subiu a serra para mostrar o tamanho da importância da semente em São Francisco de Paula. A cidade realiza pela décima quarta vez a festa do pinhão. O evento só começa na próxima sexta-feira, mas vamos mostrar tudo o que acontece antes disso. Como é a colheita naquelas árvores tão altas? Quem vende o pinhão na beira da estrada? Até onde pode chegar a culinária que inventa pratos que levam o pinhão como ingrediente? A resposta para estas perguntas está na reportagem que vai ao ar amanhã no Rural Revista. O programa começa às 20h30min.

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O fantástico cachorro que ri

 

O mundo animal tem cada coisa que às vezes… é melhor contar para todo mundo. É o que vai fazer a repórter Rosane Marchetti, no Globo Repórter de hoje. Para quem gosta de bichinhos, a atração promete ser melhor do que final de novela. O programa vai mostrar o cahorro bilingue, o ganso que vai ao banco, a galinha que criou cachorrinhos, a ovelha que pensa que é cachorro, abana o rabo e corre atrás dos carros. E tem até uma gata que apareceu um ano depois sobre o túmulo do dono.

Falando nestes bichos maravilhosos e suas façanhas incríveis eu lembrei do Biluzinho. É o cachorro que meu pai encontrou na sarjeta, literalmente, quando era filhote. Peludinho, fofinho, parecia de pelúcia. Mas estranho. Desde os primeiros meses, Biluzinho ria. É isso mesmo! A gente chegava perto e ele abanava o rabo, abrindo um sorrisão. Gengivas à mostra e dentes escancarados, Biluzinho faz isso até hoje, quase um ano depois. Não sei se é alguma deficiência na boa… sei lá. Não acho engraçado. O riso dele me deixa até com pouco de medo. Que isso? Cachorro rindo da gente? Parece coisa do capeta…

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O que fazer no feriado?

A palavra vem quase sempre seguida de um suspiro. Ah, o feriado… As pessoas se preparam, combinam o almoço, organizam jogos, disputam a arte de não fazer nada. E contam os dias para isso. Na maior parte das profissões, o ócio é compartilhado. Não é o caso da minha.

Jornalista trabalha porque a notícia não para. Já pensou ligar a tv na hora do seu noticiário preferido e ver um aviso de que estão todos de folga? E não somos os únicos. Policiais precisam trabalhar no feriado. E ai deles se os parques não estiverem bem policiados na tarde de hoje. Médicos precisam trabalhar no feriado. E em alguns feriados, eles trabalham mais do que em dias comuns.

Apesar de todos saberem que policiais, jornalistas, médicos e muitos outros profissionais não tem folga como a maioria, tem sempre aqueles que demonstram surpresa: “vai trabalhar amanhã? Mas é feriado…” Fico sem paciência para prosseguir a conversa…

Nesta quarta, quando você estiver passeando com o seu cachorrinho, eu estarei no trabalho com meus colegas. Ao meio-dia, quando alguém preparar aquele prato delicioso ao redor da mesa cheia de parentes, nós ainda estaremos no trabalho. No início da tarde, quando uma multidão se dirigir aos parques em busca de ar puro, estaremos aqui, ainda. Mas as sete horas da noite, pode se ligar no Rural Notícias que vamos estar lá esperando por você, com muitas informações e reportagens sobre o agronegócio brasileiro. Será um privilégio ter a sua audiência. Ah… e aproveite o feriado pela gente.

Postado por cristiano dalcin/porto alegre-rs

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A fantástica fábrica de refrigerantes

Quem não gostaria de conhecer uma fantástica fábrica de chocolates como aquela que aparece no filme do mesmo nome? E não é sonho de criança. Adulto também se surpreende quando vê as esteiras levando pedaços de ovos, barras e chocolates diferentes. Como eu já conhecia fábricas assim, fiquei muito surpreso, ontem, quando fui fazer uma entrevista na fábrica da Coca-Cola aqui em Porto Alegre. Me senti na fantástica fábrica de refrigerantes.

Falar de Coca-Cola é lembrar da minha infância. Na década de 80 não existia Coca Light, Coca Zero, Coca isso ou aquilo. A Coca normal era, como é, o melhor refrigerante do mundo e ninguém condenava as calorias a mais. Claro que cabia aos pais o controle. Só bebíamos refrigerante no fim-de-semana. E por isso ele era ainda mais esperado.

Havia sempre uma promoção nas tampinhas de Coca-Cola. A gente as trocava por presentes nos distribuidores da bebida. E nenhum presente foi mais lembrado ao longo dos anos do que as miniaturas que vinham dentro de um engradado. A gurizada dos anos 80 colecionava aquilo direto. Poucos conseguiram guardar.

Naquela época, todo refrigerante tinha garrafa de vidro. Hoje, ele costuma ser servido em copo plástico (o pior) ou em garrafas Pets. Os fabricantes dizem que o sabor é o mesmo. Eu não concordo. Coca-cola de garrafa é melhor. E ponto. Pode ser porque recebe menos gás, segundo eles informaram. Pode ser. Mas é muito melhor. Durante a visita à fábrica, descobri que apenas 8% dos refrigerantes produzidos vão para as garrafas de vidro. O número é maior no nordeste do país onde chega a 30% da produção.

Outra coisa que me impressionou na fábrica foi ver como se formam as garrafas PET. A empresa compra o plástico na forma de algo parecido com um tubo de ensaio. E ele é inflado até ganhar a forma da garrafa que todos conhecem. Interessantíssimo.

A fábrica de Porto Alegre está construindo um prédio onde deve funcionar uma espécie de museu. Quem for fazer uma visita, poderá conferir a evolução das garrafas ao longo do tempo. A mais antiga é uma espécie de garrafão de vinho, de 1906. A mais moderna é a plantbottle, que tem 30% da matéria-prima saída da cana-de-açúcar, e não do petróleo. Uma garrafinha bem mais ecológica. Até 2014, toda a produção deve ser assim. Tão fantástica quanto a fábrica que poucos tem a chance de conhecer de perto.

Postado por cristiano dalcin/porto alegre

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O dia em que conheci Bin Laden

O mundo inteiro procura Osama Bin Laden. Ou pelo menos diz que procura. O terrorista saudita foi o mentor do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Líder do grupo Al Qaeda, ele ordenou o lançamento de aviões sequestrados contra as torres gêmeas de Nova Iorque e contra o Pentágono, na capital norte-americana. 2754 pessoas morreram. Nenhum bandido, em qualquer lugar do mundo, pode ser comparado a ele diante desta tragédia. Pois esta semana eu conheci o Bin Laden.

Claro que não foi o terrorista. O Bin Laden gaúcho é carroceiro e vive na Ilha Grande dos Marinheiros, um dos pedaços de terra que ficam no meio do Guaíba. Fui conversar com ele por causa de uma polêmica lei aprovada pela câmara de vereadores que prevê o uso de fraldões nos cavalos para evitar que eles façam sujeira pelas ruas. Bin Laden, como presidente da associação dos carroceiros, tinha que se pronunciar sobre o assunto.

O nome real do carroceiro é Teófilo. Estava assim na pauta que recebi antes de fazer a reportagem. Mas nas indicações para se chegar até ele, a produtora Karina Chaves deixou o recado: é só perguntar onde fica a casa do Bin Laden. Todo mundo conhece ele.

Onde está Bin Laden? As autoridades policiais do mundo inteiro não têm resposta para esta pergunta. Se elas viessem até a Ilha Grande dos Marinheiros, teriam. É só chegar na rua Nossa Senhora e perguntar. Ali, naquele pedaço de chão batido, esquecido pelo poder público, circulam mais carroças do que carros. O rio está tão perto que basta uma chuva mais forte para invadir as casas. Sempre foi assim, dizem eles. Eu mesmo já estive lá cobrindo enchentes. Parece que nada mudou.

Onde fica a casa do Bin Laden? O sujeito que caminhava, para quem pedimos a informação, olha para o restante da rua. Apontou para uma caminhonete que estava bem distante de nós.

- Está vendo aquele carro? Mais ou menos por ali tem um beco. Tem que entrar pela direita.

O beco era tão estreito que mal conseguimos passar de carro. Dos dois lados vivem carroceiros que buscam material para reciclagem na cidade. Qual a casa do Bin Laden, pergunto. O menino aponta com o dedo para uma casinha azul. Estamos perto.

Desembarcamos ali, no meio da rua. No pátio já vejo o sujeito que se aproxima, de boné e um sorriso no rosto.

- Bin Laden?

- Tá falando com ele…

Não sei o motivo do apelido. Teófilo não se parece com o terrorista. Pelo menos na minha opinião. Quem sabe no passado teve barba grande e até pareceu. É um cara tranquilo, bem articulado. Conversamos quase meia hora sobre a lei dos fraldões. Ele disse que não vai ser difícil adaptar os cavalos com uma contenção na parte traseira que impeça a derrubada de fezes pelas ruas. Só acha complicado ter mais uma lei pela frente. O carroceiro que não usar a contenção no cavalo pode levar multa de quase 250 reais. Uma vizinha do Bin Laden chegou a dizer que mal tem dinheiro para a comida dos filhos, imagine para comprar fralda para o cavalo. Bin Laden concordou, pensativo.

Antes de nos despedimos, ele disse que se a lei pegar devemos conversar de novo. A polêmica vai ser grande. Então até a próxima, Bin Laden.

Na saída da Ilha Grande dos Marinheiros, tentei conversar com outros carroceiros, mas não consegui. Todos eles diziam a mesma coisa. “Fala com o Binladi, fala com o Binladi”. Eu já tinha falado. E até apertado a mão.

Postado por cristiano dalcin/porto alegre

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Bastidores do Anonymus Gourmet

                   

Esta semana eu acompanhei as gravações do programa Anonymus Gourmet, pilotado pelo José Antônio Pinheiro Machado. Na reportagem, que vai ser exibida domingo, no Rural Revista, às 20h30min, vamos mostrar como são testadas as receitas, quem faz o programa por trás das câmeras e contar a história de um dos cozinheiros mais famosos do Brasil. 

Na entrevista, o advogado, jornalista e escritor revela como a fama do personagem mudou a vida dele. “Eu perdi a identidade. Ou melhor, ganhei uma identidade”, revela. Vale a pena assistir.

Postado por cristiano dalcin/porto alegre

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A ilha perdida

aaaaaaaaaaaa 076 por você.
aaaaaaaaaaaa 076 por você.

 

A Lagoa dos Patos é um mar de água doce. Durante o sobrevoo que fiz com um grupo de jornalistas na terça-feira, a ilha da foto acima chamou muito a atenção. É uma área de terra grande, mas quase toda coberta por areia. Passamos mais perto dela mas não consegui tirar outra foto. Pude perceber que não havia plantação. As árvores eram escassas também. Mas havia uma casa, pequeninha, azul, na ponta esquerda da foto. E um barco na areia. Tem gente que mora na ilha perdida. Será um Robinson Crusoé gaúcho? Será uma família? Quem sabe um casal vive naquele paraíso? Imagine uma criança crescendo naquele lugar… O barco pode levar até a pensínsula da Fazenda Barba Negra, não muito longe dali. E depois tem muito chão até Barra do Ribeiro, a cidade mais próxima. Mesmo assim, tem gente que mora na ilha. Se não morasse, não teria a casa. Ali, sem energia elétrica, sem muita sombra, com um mundo de água por todos os lados. A ilha perdida me deixou intrigado, me fez imaginar mil e uma histórias. Você também não imagina? 

Postado por cristiano dalcin/porto alegre

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