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Arquivos de janeiro de 2010

Fim do IPI reduzido

Não espanta que o governo desative os incentivos fiscais. A redução do IPI foi concedida no auge da crise, para estimular o consumo. Os efeitos foram positivos. Indústria e comércio de fato repassaram o benefício ao consumidor. Mas agora, a situação econômica é diferente. O consumo está aquecido e há risco de inflação fora da meta.

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Campo & Política

Dá uma olhada na minha coluna Campo & Política publicada hoje, em Zero Hora:

Governo e indústria não se prepararam com políticas estratégicas para evitar a crise do etanol. O resultado é a alta dos preços do combustível, pesando no bolso do consumidor. A medida emergencial foi o anúncio da redução da mistura na gasolina, prevista para começar no dia 1º de fevereiro, junto com notícias de que o Brasil pode até importar o produto.

Na base do problema está a quebra da safra de cana-de-açúcar, prejudicada por questões climáticas, também a alta nos preços internacionais do açúcar e até a crise financeira de 2008. Todo mundo sabe que, para problemas de estoque, nada melhor do que uma linha de financiamento subsidiada. E essa ferramenta existe sob a forma de um de crédito para a estocagem à disposição das indústrias. A procura em 2009, no entanto, foi pífia. Atingidas pela escassez de crédito, as indústrias colocaram o seu produto no mercado para se financiar. A expectativa, agora, é a colheita da nova safra para acalmar os ânimos não só dos consumidores, mas também do governo.

É sempre bom lembrar que os carros flex constituem quase 40% a frota nacional de veículos e que nos últimos três anos houve um aumento de quase 80% no consumo do etanol. Como se não bastasse essa formação do mercado interno, o governo Lula fez do chamado combustível verde uma de suas bandeiras internacionais. Técnicos se empenharam em reuniões para tentar consolidar o produto como uma commoditie inserida nos negócios globais. Atualmente, barreiras tarifárias e não tarifárias impõem restrições aos acordos entre países e o Brasil nunca hesitou em reclamar da falta de livre acesso aos clientes externos. Com a crise de 2008 e a queda no preço do petróleo, todo esse movimento perdeu um pouco do glamour.

Mas se o Brasil, um dos principais produtores junto com os Estados Unidos, enfrenta uma crise de produção e preços como essa, como formatar e conquistar a confiança dos investidores? Agora, parece que o governo corre contra o tempo em ações quase improvisadas. Assim como outros elos da cadeia do agronegócio, também esse precisa ser cuidadosamente desenhado na base, antes de começar a propaganda.

- Com a falta dos trabalhos no Congresso, agora em fevereiro, a votação do projeto do Código Florestal volta com tudo. A bancada ruralista está mobilizada para garantir aos Estados maior autonomia sobre o assunto. E também a CPI do MST promete retomar as atividades com a votação dos primeiros requerimentos.

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No forno: seguro para baixa renda

Seguro de renda acessível para quem tem uma carrocinha de pipoca, seguro de funeral para famílias de baixa renda. A regulamentação do mercado para esses produtos está sendo desenhada pela Susepe e, ao mesmo tempo, tramita um projeto de lei no Congresso para viabilizar as operações aos trabalhadores de baixa renda. A ideia é que o prêmio não seja um absurdo e que esse público - cada vez mais presente no mercado de consumo - possa se proteger.

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Resistências

Os produtores gaúchos prejudicados pelas chuvas também pedem prorrogação de dívidas e linha de crédito a juro zero. A equipe econômica costuma ser bastante resistente a esse tipo de pedido. Só para lembrar: as perdas com as lavouras de arroz no Rio Grande do Sul chegam a 1 milhão de toneladas, com R$ 600 milhões em prejuízos e 1.350 produtores em apuros. Dados da Federarroz.

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Linha de crédito para produtores vítimas das enchentes

Os ministérios da Fazenda e da Agricultura devem se reunir na próxima semana para discutir a criação de uma linha de financiamento especial para os produtores de arroz e fumo do Rio Grande do Sul que tiveram perdas com as chuvas. Hoje, representantes de agricultores e parlamentares estiveram reunidos com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e com a diretoria do Banco do Brasil. Ao todo, as demandas chegam a R$ 772 milhões.

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Lula assina MP para prejudicados pelas chuvas

O presidente Lula assinou hoje a famosa medida provisória com a liberação de R$ 1,3 bilhão para os Estados prejudicados pela chuva e pela seca. O dinheiro ainda será usado para ajuda às vítimas do terremoto no Haiti e para o Fundo de Participação dos Municípios. O texto será publicado amanhã no Diário Oficial. Para o Rio Grande do Sul estavam previstos R$ 100 milhões.

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Medo dos preços baixos

Alerta geral no campo. Os preços do milho e da soja não prometem grandes reações até o momento da comercialização. O deputado Valdir Colatto (PMDB) lembra que a bancada ruralista conseguiu assegurar no Orçamento de 2010 R$ 2,5 bilhões para a comercialização. A briga era por R$ 5 bilhões, mas não houve aprovação no Congresso. A dúvida, agora, é se o governo terá condições de entrar comprando para assegurar preços na hora da colheita.

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Ruralistas ainda querem mudanças no PNDH

As lideranças ruralistas ainda não esqueceram o Plano Nacional de Direitos Humanos. Agora, em fevereiro, com a volta das atividades parlamentares, os deputados querem uma reunião com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para tentar novamente mudanças no decreto. O medo é que mais cedo ou mais tarde aquelas sugestões do Plano sejam levadas a sério.

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Falta política para o etanol?

Nesta semana, representantes dos ministérios da Agricultura e da Fazenda devem se reunir para discutir programas direcionados à produção de etanol na tentativa de resolver o problema da alta de preços. O governo estuda a retomada de linhas de financiamento para estimular o setor. O programa do BNDES já existe, com juros de 11,25% ao ano. Para retomá-lo, o Tesouro precisa aprovar a equalização da taxa. De qualquer forma, essa linha de financiamento para estocagem já existia no ano passado, mas quase não foi utilizada. Prejudicada pela crise econômica e a falta de crédito, a indústria precisou oferecer os seus estoques para se financiar. Agora, a quebra da safra da cana e a alta nos preços internacionais do açúcar acabaram provocando o aumento dos preços. O que faltou? Uma política estratégica de estocagem. Não podemos esquecer que os carros flex constituem  40% da frota nacional de veículos e que nos últimos três anos houve um aumento de quase 80% no consumo de etanol.

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Lula deve sancionar orçamento até dia 26

O presidente Lula deve sancionar até dia 26 de janeiro o Orçamento Geral da União de 2010. O Ministério da Agricultura espera a decisão para assegurar recursos à comercialização (R$ 5 bilhões) e para o seguro (R$ 238 milhões). As informações são da repórter Letícia Luvison.

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