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Arquivos de agosto de 2009

Para a torcida

Caderno Expointer
Acompanhe a coluna de hoje, publicada no jornal Zero Hora:

Mais uma vez a política encobre os estudos técnicos e o produtor tem a sensação de que está na berlinda. No caso da revisão dos índices de produtividade, o que está em discussão agora não é o rendimento médio atingido pelas propriedades, as condições da lotação pecuária, os prejuízos com o clima ou as peculiaridades dos municípios. O debate todo virou uma questão de honra, uma queda-de-braço entre ruralistas de defensores dos sem-terra. O próprio governo tira a revisão dos índices da gaveta como resposta às reivindicações do MST, dias depois da invasão de prédios públicos. Esses dados vinham sendo debatidos entre especialistas dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Havia pontos de acordo, com base na realidade da agropecuária atual, mas nunca uma real disposição política de negociar a implantação. Pressionado por uma crise no Senado, pela troca de acusações entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-secretária da Receita Lina Vieira, e por insatisfações dentro do próprio partido, Lula resolveu colocar na praça um fato novo. O problema é que a ordem foi dada sem devida articulação com todas as pontas da cadeia produtiva. A reação contrária era inevitável. Agricultores e pecuaristas, empresários rurais que se acostumaram a investir no próprio negócio e alcançam altos níveis de produtividade não têm mesmo com que se preocupar. Mas fica o clima de insegurança e o questionamento que circula dentro do próprio Ministério da Agricultura: por que os índices valem apenas para as médias e grandes propriedades? No mundo atual, todos que produzem alimentos fazem parte do agronegócio, até mesmo quem não quer.

Postado por Carolina Bahia

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MAPA busca prorrogação dos índices

O Ministério da Agricultura busca uma maneira de prorrogar a decisão sobre a atualização dos índices de produtividade. Técnicos da pasta estão elaborando um documento, que será entregue ao ministério do Desenvolvimento Agrário e ao presidente Lula, dentro de no máximo 15 dias.

- Esse documento vai propor a alteração da forma de cálculo dos índices e vai pedir um prazo maior, demonstrando as dificuldades nesse momento de se estabelecer com base na atual metodologia e com base na situação de produção e mercado – disse o ministro Reinhold Stephanes.

Postado por Carolina Bahia

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Aposentados não aprovam proposta de aumento

Depois de muita negociação, o governo anunciou a correção de 6,2% do benefício dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Os governistas saíram comemorando, chamando de um acordo histórico. Mas o curioso é que os representantes dos aposentados nem mesmo participaram da reunião de ontem à noite, quando o índice foi fechado. Indignadas, lideranças da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Copab) ficaram de fora das negociações, argumentando que a correção não cobre as perdas da categoria

Postado por Carolina Bahia

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Guerra dos índices

Começa hoje, aqui em Brasília, a mobilização da bancada ruralista contra a correção dos índices de produtividade. Os deputados vão conversar com líderes dos partidos de base de apoio ao governo para que eles convencem o presidente Lula a voltar atrás na decisão de publicar os novos índices. Faz parte da estratégia a reunião da bancada do PMDB com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, logo mais à tarde. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) avisa que se não houver acordo, a bancada partirá para a obstrução da pauta de votação.

Postado por Carolina Bahia

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Aumento de aposentados ainda sem acordo

Terminou há pouco mais uma reunião sobre o reajuste do benefício dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. A repórter Letícia de Oliveira está acompanhando o caso e avisa que, depois de cinco horas de conversas entre representantes das centrais sindicais e do governo, não houve acordo. A Força Sindical não aceita abrir mão do fim do fator previdenciário e nem mesmo quer saber da alternativa proposta pelo Planalto. Sem contrapartida, o governo também não aceita dar o aumento. Mais uma reunião foi marcada para amanhã.

Postado por Carolina Bahia

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Zoneamento da cana será lançado dia 9 de setembro

Depois de muita negociação, o zoneamento da cana-de-açúcar está pronto. A repórter Letícia Luvison, que acompanha as negociações na Casa Civil,  informa que o governo Lula pretende lançá-lo com toda pompa no próximo dia 9 de setembro. O texto já está concluído.

 

Postado por Carolina Bahia

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Pratas de um jubileu

CAMPO&POLÍTICA

Diretas Já, Tancredo Neves, mobilização da sociedade. Em 1984, a onda da abertura política embalava o país, e o agronegócio, por mais tradicional que possa parecer, não ficou de fora. Aliás, na época, a palavra agribusiness tinha ares de ficção científica, um embrião do que seria o empresário do futuro. Nos pavilhões da Expointer, então já uma tradicional feira agropecuária, as articulações políticas eram intensas. Entre um chimarrão e outro, no intervalo das provas, os produtores conversavam sobre o que seria um dos mais importantes movimentos da história do setor, o Grito do Campo. Meses depois, no Gigantinho, os produtores mostravam uma capacidade de mobilização que permanece até hoje. A briga? Era por uma nova política agrícola. Guerra antiga e ainda sem solução.

As políticas públicas para o campo sempre vieram a reboque da tecnologia. Nesse meio tempo, os recursos oficiais minguaram, o Banco do Brasil apertou o cerco, os critérios para os financiamentos se tornaram mais rígidos. A produtividade das lavouras, no entanto, só cresceu. Em média, nestas últimas duas décadas e meia, as lavouras de arroz passaram de 4,4 mil quilos por hectare para 7,1 mil quilos por hectare. Em 20 anos, o rendimento das lavouras de soja no Estado teve um salto de 42,4%. Competitividade que passou a assombrar potências do mercado internacional, como os Estados Unidos. Adoção de tecnologias como o plantio direto e transgenia mudaram os rumos das lavouras. Alencar Rugeri, hoje agrônomo da Emater, estava na faculdade em Lajes, Santa Catarina, quando a agricultura começava essa nova etapa. Em 1986, ele foi à Expointer, ver as novidades de perto.

– Profissionalização no campo. Foi isso o que houve durante este tempo – reconhece Rugeri.

Também as manifestações ganharam corpo. Nos anos 90, o caminhonaço em Brasília chamava a atenção da sociedade para dívidas acumuladas ao longo de anos. Houve acordo com o governo Fernando Henrique Cardoso. Mais tarde, outro acordo com a equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva aliviou o problema, sem garantir uma saída definitiva.

Agora, porém, os impasses criaram novos contornos. São ditados pela pauta internacional da preocupação com o meio ambiente e com a produção socialmente correta. A discussão do novo Código Florestal faz parte deste contexto. Gigante da produção de alimentos, o Brasil não precisa mais provar que pode bater recordes seguidos de safra. Ainda carece, porém, de uma política agrícola mais planejada, em sintonia com as exigência do mercado. Os produtores sabem disso e continuam mobilizados.

Postado por Carolina Bahia

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Fraude

Pecuaristas goianos, credores do Frigorífico Independência, teriam recebido propostas de supostos representantes da empresa, que oferecem a garantia do pagamento de créditos no valor de até R$ 100 mil. Em troca, o produtor assinaria uma procuração dando a essas pessoas poderes para votar a favor do Plano de Recuperação Judicial da indústria.  O frigorífico enfrenta sérias dificuldades, está praticamente sem atividade e não consegue pagar fornecedores e bancos. A Federação da Agricultura de Goiás divulgou um alerta, pedindo que ninguém assine esse documento. A entidade explica que se trata de uma fraude, porque não há garantia, nem data para o pagamento prometido aos pecuaristas, uma vez que isso depende da liberação de recursos de agentes financeiros.

O presidente do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, alerta que quem fizer esse tipo de trato está dando poderes para outra pessoa representá-lo, sem garantia de que terá algo em troca. O fato é que o Plano de Recuperação Judicial do Independência precisa ser aprovado pela maioria simples dos credores, que representam mais de 50% do valor total da dívida. Segundo a CNA, frigorífico deve R$ 194 milhões somente para os pecuaristas.

 

Postado por Débora Santos

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Stephanes nega boatos

O Ministério da Agricultura nega os rumores que Reinhold Stephanes possa entregar o cargo, por causa da polêmica que envolve a revisão dos índices de produtividade. Segundo a assessoria, o ministro não se sente acuado pelas pressões geradas a partir da decisão do presidente Lula, que desagrada os ruralistas. Stephanes está em Cuiabá, onde participa de um evento promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso, Famato. Ele só deve retornar a Brasília na próxima segunda-feira.

Postado por Débora Santos

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Stephanes e Cassel: versões diferentes

Stephanes e Cassel não se entendem quando o assunto são os índices de produtividade. A Agricultura diz que está sendo feito um estudo. Desenvolvimento Agrário diz que o texto está pronto. Stephanes está viajando, para participar de um evento de produtores rurais em Mato Grosso do Sul. Por muito menos, outros ministros da Agricultura já pediram demissão.

Postado por Carolina Bahia

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