Hoje, no caderno Campo & Lavoura, em Zero Hora:
CAMPO&POLÍTICA
O mercado russo continua em alta para as exportações de carnes. Mesmo com a retração provocada pela crise econômica, o Brasil investe pesado para ampliar a vendas e cativar o cliente. O aumento das cotas para carnes suína e de frango será um dos principais assuntos da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente russo Dmitri Medvedev, marcada para a semana que vem.
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Essa conversa ocorre depois da missão liderada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que conseguiu articular a reabertura dos negócios para Santa Catarina, único Estado hoje considerado livre de aftosa sem vacinação. O desafio, agora, é ampliar as cotas, uma briga que o Brasil passa a travar com gigantes do comércio internacional. Como em toda negociação, essa também conta com uma contrapartida, no caso, o trigo.
Não é de hoje que os russos tentam emplacar a exportação do cereal. As lavouras brasileiras não produzem nem a metade necessária para o consumo interno. A importação está concentrada em parceiros comerciais como Argentina, Uruguai e Canadá. Quando o assunto é este, Stephanes desconversa e afirma que estoques são suficientes para abastecer as necessidades até o início da safra. Segundo ele, a importação do trigo da Rússia também vai depender da safra Argentina, atingida pela seca.
Do Ministério da Indústria e Comércio, no entanto, vem a informação que o produto russo não é de tão boa qualidade para a produção de pão e mais indicado para massas, o que não é tão interessante assim para as indústrias locais. Mas, enfim, são negócios. Articulações que envolvem até a importação de fertilizantes para abastecer as lavouras de soja do Sul e do Centro-Oeste.
Postado por Carolina Bahia